[RESENHA] Meu Milagre é Você – Andreia Nascimento

SINOPSE

Não podemos controlar nossos destinos. Somos apenas uma peça no jogo da vida. Callie sofreu um acidente que a levou ao hospital. Tirou as pessoas mais importantes sua vida e como se não bastasse, apagou sua memória. Entre sofrer durante meses por suas lembranças esquecidas e conseguir seguir em frente, Callie passou por dias doloridos. Conviver com o branco na mente não foi fácil, não se lembrar das últimas palavras dos pais, como foi o ensino médio ou porque ela fazia aquela viagem a deixavam com uma sensação de vazio no peito. E esses espaços em branco só podiam ser preenchidos por suas memorias inexistente. Como sempre, Calliope encontra conforto na música e a banda Perfeita Simetria parece a entender em todos os aspectos. Assim como em uma terapia, a vontade de voltar ao mundo logo surge e ela dedica seus estudos a se tornar produtora musical – a mesma carreira de seus pais – e continuar o legado de sua família. E como obra do destino, a banda precisa de uma gravadora nova. Ela vê isso como uma oportunidade de agradecer pessoalmente a banda que tanto a ajudou a superar uma fase difícil de sua vida. Mas não é apenas essa brincadeira que o destino vai fazer. Há muito mais do que músicas em seu encontro com Rafael, o cantor/compositor da banda. Há também a sensação familiar que lhe ocorre quando acontece o primeiro encontro. Há sentimentos que não podem ser apagados quando eles estão marcados como tatuagem sobre a pele.

Resenha

Eu sempre me pergunto o que eu faria se perdesse a minha memoria, se eu me esquecesse das pessoas que mais amo nessa vida. Como será viver apenas com aquilo que as pessoas te contam e por mais esforços que você possa fazer pra que sua mente se lembre, nada aconteça?

Bom, é assim que vive nossa personagem Callie, ela perdeu a memoria em um acidente de carro provocado por um motorista bêbado, e também perdeu os pais nesse mesmo acidente. Embora muitas lacunas tenham ficado em aberto, Callie resolve seguir a vida, pois quanto mais ela tenta se lembrar, mais ela sofre.

Do outro lado temos Rafael, um cara que perde naquele acidente o maior amor da sua vida. Ele não tem mais porque ficar naquela cidade onde sua namorada não se lembra de quem ele é, e onde todos querem proteger Callie de qualquer dor e sofrimento, e se empenham arduamente em mate-lo afastado.

Alguns anos depois, ele tem a chance de retornar a cidade natal e se vê obrigado a encarar o seu passado de frente. Reencontrar a garota que mesmo sem saber quebrou seu coração de uma maneira tão dura, se torna ao mesmo tempo um balsamo e um martírio. Ter que trabalhar com ela na produção do CD de sua banda pode ser uma nova chance que a vida esta dando a eles.

“… a vida acontece, e acidentes fazem parte da nossa trajetória de vida, uns são atingidos outros não, alguns tem sequelas outros não e, sabe o que resta no final? Você apenas tem que conviver com o resultado.” – Rafael.

Rafael decide que não vai mais lutar contra a família de Callie que tenta mantê-los separados, e quanto mais tempo eles passam juntos, mais ele percebe que aquela faísca antiga ainda existe entre eles, e que mesmo Callie não se lembrando de tudo que eles viveram juntos, o que mais importa é que eles construam novas memorias, e se for necessário fazer com que ela se apaixone novamente, ele fara. Ele já fez isso uma vez, pode muito bem fazer novamente.

“Algumas coisas acontecem sem data ou hora marcada, às vezes depende de uma decisão para você mudar todo o rumo da sua historia. Eu ainda me sentirei culpado pelo acidente, ainda conseguirei seu perdão, mas vê-la com aquela cara, esta me tirando do serio e eu não vou me permitir perde-la mais uma vez na mesma vida.” – Rafael.

Depois de anos no escuro e se perguntando quando vai encontrar sentido na vida, Callie finalmente acorda e começa a se sentir viva novamente, e é bonito ver a maneira como eles vão se reaproximando e se conhecendo novamente. Rafael é um perfeito cavalheiro que sabe a hora de ir em frente e a hora de recuar. O enredo é bem leve e faz com que a gente se apaixone mais e mais por esse casal. Eu fiquei o tempo todo torcendo pra que ela lembrasse logo dele, porque é de dar pena o quanto ele sofre por esse amor perdido.

Eu confesso que durante a historia eu fiquei com um pouco de raiva da Callie em relação ao namorado dela. Pensem comigo: você tem um namorado que você não ama, e que começa a ter comportamentos estranhamente obsessivos e agressivos. O que você faz? Termina né? Ok, ela termina, mas aí o cidadão começa a mandar mensagens dizendo que não aceita o fim do namoro, entra na casa quando ela não esta e, obviamente esta a perseguindo, afinal ele sempre sabe com quem ela estava, o que estava e fazendo e com quem.

Eu com certeza já teria contado pro meu irmão, pro meu atual namorado, pra melhor amiga, pro papa, enfim, pra todo mundo. Afinal isso não é normal né gente. Mas a bonitona não, acha que pode lidar com tudo sozinha e que não é nada demais. Contar pra que? Deixar todos alarmados pra que? Afinal não é nada demais, não é? (kkkkk)

O livro é bem gostoso de ler, e a escrita da Andreia como sempre é bem fluída e romântica. Sempre que preciso ler um romance que me faça suspirar, eu corro para um livro dela. Quando terminei de ler fiquei com aquele gostinho de que valeu a pena parar pra ler esse livro, não foi tempo perdido. Eu já acreditava em milagres antes, depois de ler esse livro e ver que o amor pode superar qualquer coisa e que nem sempre os médicos sabem de tudo, eu passei a acreditar ainda mais.

Milagre é a concepção de algo que não possui explicação pelas leis comuns, algo que a ciência não pode provar ou demonstrar, algo que acontece por uma intervenção divina para algum proposito. Talvez você não acredite em milagre, mas para Callie e Rafa, não importa o que as pessoas dizem, eles são o milagre um do outro.

“Seus lábios tocam os meus levemente e sinto a sensação de formigamento se formar. Dessa vez ele afundou sua mão em meus cabelos e eu me sinto como se não estivesse mais ali. De algum modo tudo isso parece tão certo, tão real e tudo que vivi ate hoje era apenas um pesadelo sem graça. A forma como ele me toca parece preencher qualquer vazio e consertar qualquer arranhão interno. Eu amo me sentir dessa forma. Sem dores ou machucados. Gostaria de ter me sentido assim no momento que acordei. Eu odiei me sentir incompleta por tanto tempo.” Callie.

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Por Liliam Gonzaga
Blog Abrindo Janelas

 

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